O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, segundo as mais recentes pesquisas divulgadas pelos institutos Datafolha, AtlasIntel e Quaest. Apesar da vantagem, os levantamentos indicam queda na popularidade e crescimento da rejeição ao atual governo.
De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada em agosto de 2025, Lula tem 39% das intenções de voto, contra 33% do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que continua sendo seu principal adversário político. Outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL), aparecem com índices menores, variando entre 10% e 15%.
A AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, também confirma o favoritismo do petista. No levantamento realizado no início de 2025, Lula aparece com 42% das intenções de voto, contra 34% de Tarcísio de Freitas. Já em um segundo cenário, o presidente soma 41%, enquanto Eduardo Bolsonaro (PL) registra 23%.
Mesmo à frente, a pesquisa mostra alta desaprovação ao governo, que já atinge 53% dos entrevistados. A principal queixa está relacionada à situação econômica, como o custo de vida, inflação e dificuldades no mercado de trabalho.
Outro dado importante vem da Quaest, que revela resistência do eleitorado à ideia de uma nova candidatura de Lula. Segundo o levantamento, 62% dos brasileiros acreditam que ele não deveria disputar novamente, enquanto apenas 35% consideram positiva uma nova tentativa do petista nas urnas.
Nos cenários de segundo turno, Lula venceria Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, mas a diferença é menor em relação ao governador paulista, que tem se consolidado como o principal nome da oposição moderada.
Especialistas apontam que, embora o presidente mantenha liderança consolidada, o aumento da rejeição e o desgaste natural do governo podem influenciar diretamente o cenário eleitoral. Com as eleições ainda distantes, o desempenho da economia e a condução política dos próximos meses serão decisivos para definir o rumo da disputa de 2026.