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02/02/2026
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Vereador de Timon vira réu em processo por homicídio ocorrido em Matões

Atualizado 02/02/2026 11:25
Timon
Vereador de Timon vira réu em processo por homicídio ocorrido em Matões

O Tribunal de Justiça do Maranhão, por meio da Comarca de Matões, recebeu a denúncia contra o vereador de Timon Luís Carlos da Silva Sá (conhecido como Kaká do Frigo Sá), seu irmão Gildásio da Silva Sá, o sobrinho do vereador, Gilfran Sá da Silva, e mais três homens suspeitos de envolvimento na morte de Antônio de Pádua Cunha Santos. O crime ocorreu em janeiro de 2023, no povoado São Severino, zona rural de Matões.

Segundo a acusação, o homicídio teria sido encomendado por vingança e executado mediante pagamento de R$ 100 mil. Conforme a decisão da juíza Cinthia de Sousa Facundo, os denunciados Gilfran Sá da Silva, Gildásio da Silva Sá e Kaká do Frigo Sá são apontados como mandantes do crime. Eles teriam contratado Francisco Pereira da Silva (Francinaldo), Agenor Vieira Gomes Filho (Agenorzinho) e Carlos Roberto Pereira (Carlos Cigano) para executar a vítima.

Na decisão, a magistrada destacou que a denúncia cumpre os requisitos legais e apresenta indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. Por esse motivo, determinou o recebimento da acusação e o prosseguimento da ação penal sob o rito do Tribunal do Júri.

Na quarta-feira (22), o presidente da Câmara Municipal de Timon, José Wilma da Silva Resende, publicou uma portaria concedendo licença sem remuneração ao vereador para tratar de interesses particulares pelo período de 120 dias. A portaria, assinada e publicada no Diário Oficial Eletrônico do Município, garante o afastamento legal do vereador a partir de 22 de outubro de 2025.

 

Citação

Os seis réus foram citados para responder à acusação no prazo de dez dias, sob pena de nomeação da Defensoria Pública caso não apresentem defesa. A juíza também determinou o envio de ofício à autoridade policial para complementação dos laudos periciais e continuidade das investigações relativas a outro crime de furto citado nos autos.

A decisão ainda extinguiu a punibilidade de Rogilson Barbosa Morais, um dos envolvidos, em razão de seu falecimento. O processo tramita na 1ª Vara da Comarca de Matões  e não corre mais em segredo de Justiça.

Prisões e investigações

O homicídio ocorreu na madrugada de 15 de janeiro de 2023, nas proximidades do Clube Pedro Mônica, quando homens armados chegaram em uma caminhonete branca e efetuaram vários disparos contra Antônio de Pádua. Durante a troca de tiros, um dos executores, Rogilson Barbosa Morais, também foi atingido e morreu no local.

A motivação, segundo a denúncia do Ministério Público, seria vingança, pois os acusados acreditavam que Antônio de Pádua teria sido o autor do assassinato de Antônio Carlos Gomes de Abreu, conhecido como Carlinhos, cunhado de um dos denunciados.

As investigações resultaram na prisão de seis pessoas no âmbito da Operação Rédea Curta, cinco delas na primeira fase, realizada no dia 13 de agosto deste ano, e uma na segunda fase, realizada no dia 15 de agosto. Entre os presos estão o sobrinho do vereador e também o filho dele, detido por suspeita de porte ilegal de arma de fogo. O vereador e Gildásio da Silva Sá seguem foragidos.

“Prendemos suspeitos nas cidades de Dom Eliseu e Ulianópolis, no Pará. Já no dia 13 de agosto, um dos suspeitos foi preso em Itinga do Maranhão; outro, em Imperatriz; e também foram presos Carlos Cigano e o sobrinho do vereador. Todos estão diretamente envolvidos com o crime”, informou o delegado Cláudio Mendes, da coordenação da 18ª Delegacia Regional de Timon.

Durante as diligências, o filho do vereador também foi preso por porte ilegal de arma de fogo. Além das prisões, foram apreendidas mais de dez armas de fogo, incluindo armamentos de uso restrito, além de centenas de munições e equipamentos táticos.

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