O clima político esquentou de vez na Câmara Municipal de Gonçalves Dias. O que seria uma simples transição de cargos acabou se transformando em um verdadeiro jogo de poder, marcado por articulações de bastidores, reviravoltas e traições políticas.
O vereador e atual secretário de Saúde, Baltazar Barros, nome forte da tradicional família Barros, era o favorito para assumir a presidência da Câmara no próximo biênio. No entanto, o acordo político que garantiria essa transição foi desfeito de última hora, frustrando os planos do grupo.
Com a mudança de cenário, o atual presidente Welisson Cardoso saiu fortalecido. Representante da influente família Cardoso, ele conseguiu se manter no comando da Casa Legislativa e seguirá no cargo até 2028, após uma jogada política que surpreendeu até seus aliados.
Já o vereador Manin perdeu a vice-presidência, que passou a ser ocupada por Victor Silva, consolidando o domínio do grupo majoritário dentro da Câmara.
O resultado foi visto como uma dura derrota para a prefeita Suane Dias, que tentou interferir na escolha da nova mesa diretora, mas acabou revelando fragilidade e falta de força política até mesmo entre os seus aliados. Sem conseguir emplacar o seu candidato à presidência, Suane sai enfraquecida desse novo capítulo da política gonçalvina.
Nos bastidores, o comentário é unânime: em Gonçalves Dias, a lealdade política dura o tempo de uma votação.