O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou nesta quarta-feira (26) a acusar o governo da África do Sul de promover um "genocídio" contra a minoria branca da população e disse que, por isso, não vai convidar o país para participar da reunião do G20 em 2026, que vai acontecer em Miami.
Essa não é a primeira vez que Trump faz esse tipo de declaração. Em maio, durante uma visita do presidente Cyril Ramaphosa à Casa Branca, o republicano causou uma saia-justa ao exibir vídeos que supostamente mostram crimes contra brancos .
O governo Ramaphosa está promovendo uma reforma agrária que pretende corrigir a distribuição de terras no país que afeta fazendeiros majoritariamente brancos. Ele nega que haja um genocídio em curso no país, cuja história foi marcada pelo Apartheid, regime em que a minoria branca detinha legalmente privilégios em relação a negros e membros de outras etnias.
"Os Estados Unidos não participaram da cúpula do G20 na África do Sul porque o governo sul-africano se recusa a reconhecer ou abordar as terríveis violações dos direitos humanos sofridas pelos africâneres e outros descendentes de colonos holandeses, franceses e alemães", justificou o presidente em uma longa mensagem na sua própria rede social, a Truth Social.
"Em outras palavras, eles estão matando pessoas brancas e permitindo indiscriminadamente que suas fazendas sejam tomadas. Talvez o pior de tudo seja que o New York Times, prestes a fechar as portas, e a mídia de notícias falsas não dirão uma palavra sequer contra esse genocídio", prosseguiu.
"Portanto, por minha determinação, a África do Sul NÃO receberá um convite para a cúpula do G20 de 2026, que será realizada na cidade de Miami, Flórida, no próximo ano. A África do Sul demonstrou ao mundo que não é um país digno de ser membro de nenhuma organização, e vamos suspender todos os pagamentos e subsídios a ela, com efeito imediato."