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02/02/2026
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Golpe do bilhete premiado cresce e gera prejuízos e traumas com idosos na mira

Atualizado 31/01/2026 20:13
Fonte: G1
Brasil
Golpe do bilhete premiado cresce e gera prejuízos e traumas com idosos na mira

O golpe do bilhete premiado é um crime que se repete há mais de um século no Brasil. O Fantástico investiga como são as novas armadilhas do esquema, em que criminosos abordam as vítimas com promessas de fortunas fáceis em troca de uma "ajuda" financeira imediata.


O roteiro dos golpistas segue um padrão antigo e é executado por pelo menos duas pessoas.
"Eles escolhem bem a vítima, normalmente próximo de lugares onde tem bancos, alto número de bancos, e são pessoas muito bem apessoadas. Tem um que fala que é religioso, que não pode receber prêmios por motivos éticos e religiosos, mas que tem ali o bilhete premiado. E aí um outro que tá próximo dele e fala, 'Não, eu não acredito, é isso mesmo'? E inclusive checa as fontes para ver se os números batem com aqueles que foram sorteados", explica um delegado ao Fantástico.
Em São Paulo, câmeras de segurança registraram a ação dos irmãos Luiz Cláudio dos Santos e Paulo Cézar dos Santos contra um idoso de 88 anos. O esquema começou com Paulo, que disse ao idoso que tinha um bilhete premiado da loteria, mas não aceitava o dinheiro por causa de sua religião.
Em seguida, Luiz Cláudio, fingindo que não conhecia Paulo, apareceu para "ajudar" e simulou uma ligação para uma falsa gerente da Caixa Econômica Federal, que "confirmava" o prêmio.
Com isso, eles convenceram o idoso a entregar R$ 70 mil em troca do suposto bilhete premiado, que acabou sendo um envelope de papel picado. "Parece que eles me hipnotizaram. Eu fazia tudo o que eles mandavam", conta a vítima.
Outra vítima fez um empréstimo de R$ 100 mil após ser abordada por duas mulheres na rua. Uma das golpistas seria a vencedora, uma senhora que ameaçou rasgar o bilhete premiado. A vítima chegou a suspeitar de golpe, mas acreditou após conhecer uma "psicóloga", que a convenceu a entrar na suposta divisão de um prêmio de R$ 13 milhões.
Em São José dos Campos, uma idosa perdeu R$ 3,25 milhões em 14 depósitos realizados ao longo de um mês. Ela exauriu todas as economias de uma vida e ainda se comprometeu com empréstimos bancários antes de perceber o golpe.

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