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14/03/2026
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Documentos indicam que servidor lotado em escola como repórter em Aldeias Altas, o caso deve ser analisado pelo MPF

Atualizado 14/03/2026 14:41
Fonte: REDAÇÃO PORTALNE.COM
Aldeias Altas
Documentos indicam que servidor lotado em escola como repórter em Aldeias Altas, o caso deve ser analisado pelo MPF

Documentos oficiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) apontam que, em 2024, Giomar Teixeira Goes, conhecido como Gilmar Goes, constava como servidor lotado na Escola Municipal Professora Elizângela Vieira, localizada em Aldeias Altas. Nos registros, seu cargo aparece como “Outros profissionais da educação Administrativo”, com jornada de 40 horas semanais.

No entanto, segundo relatos de funcionários da unidade escolar, não há registro de que o servidor tenha exercido atividades no local. Profissionais ouvidos afirmam que ele não foi visto na rotina da escola e que não há indícios de atuação funcional correspondente à lotação descrita nos documentos. Apesar disso, seu nome aparece regularmente na folha de pagamento do FNDE.

Ao longo de 2024, Giomar teria atuado como repórter de forma “indireta” produzindo vídeos, reportagens mostrando sua participação frequente em eventos oficiais e gravações externas, mas não há registros públicos de atividades na escola onde estava formalmente lotado.

Dados do FNDE indicam que, apenas em janeiro de 2024, o servidor recebeu R$ 2.732,00, valor que soma salário base e adicionais. Considerando essa média, a remuneração anual poderia ultrapassar R$ 32 mil, custeados com recursos federais destinados à educação básica.

A situação não seria isolada. Outras remunerações consideradas incompatíveis com a atuação funcional também aparecem nos registros, segundo fontes ouvidas pela reportagem. Esses indícios podem levar o Ministério Público Federal a instaurar apuração preliminar sobre eventuais irregularidades no uso de verbas federais da educação no município.

Como os pagamentos são realizados com recursos do FNDE, o caso passa a envolver possível má gestão de recursos públicos, o que pode configurar dano ao erário ou improbidade administrativa, caso as suspeitas se confirmem ao longo da investigação.

Até o momento, a Prefeitura de Aldeias Altas não se manifestou oficialmente sobre a lotação do servidor, nem esclareceu a divergência entre os documentos federais e a atuação registrada nas redes sociais da administração municipal.

O caso poderá ser analisado pelo Ministério Público Federal.

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