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21/02/2026
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Prefeitura desmente vereador e afirma que transferência segue regulação estadual

Atualizado 21/02/2026 19:40
Fonte: REDAÇÃO NOTÍCIA DO ESTADO
Matões

A recente denúncia feita pelo vereador Clemilton sobre a transferência de uma paciente do Hospital Municipal de Matões acabou abrindo mais um capítulo do embate político local. O que era para ser uma cobrança técnica se transformou em discurso apressado e, segundo a Secretaria de Saúde, descolado da realidade dos fatos.

De acordo com a nota oficial divulgada pelo município, todas as providências necessárias para a transferência da paciente foram tomadas dentro das normas estabelecidas pelo sistema estadual. O pedido foi devidamente inserido na Central de Regulação e aguarda apenas a liberação formal de leito pela unidade de referência. Trata-se de um procedimento padrão, que segue critérios técnicos e fila regulada.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador Bilu saiu em defesa da gestão do prefeito Nonatinho e contestou as críticas feitas pelo colega parlamentar. Segundo ele, a situação precisa ser tratada com responsabilidade e baseada em informações corretas.

O vereador Daniel Marque também fez um apelo por cautela antes de exposições públicas. “Procure informações precisas para que você não possa passar esse tipo de situação e levar esse constrangimento para a população. Quando eu digo que alguns vereadores têm que estudar, eu falo nesse sentido: buscar conhecimento sempre é bom para a gente não passar vergonha”, declarou.

O ponto central da controvérsia é simples: a Prefeitura não possui autonomia para remover pacientes para hospitais de maior complexidade sem autorização da Central de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão. Ou seja, não depende de decisão política municipal, mas de disponibilidade de leito e autorização formal do Estado.

Ainda assim, o vereador optou por levar a situação ao debate público como se houvesse omissão ou descaso por parte da gestão. A crítica, no entanto, perdeu força diante da explicação técnica apresentada pela Secretaria, que comprovou o cadastro do pedido no sistema e o cumprimento de todos os trâmites legais.

Nos bastidores da Câmara, a avaliação é de que faltou cautela antes da exposição pública do caso. Quando se trata de saúde, especialmente envolvendo paciente internado, a responsabilidade na comunicação deveria ser prioridade. Transformar um processo regulado por normas estaduais em narrativa política pode gerar desinformação e insegurança na população.

É evidente que o papel do vereador é fiscalizar, cobrar e questionar. Esse é um direito constitucional do mandato. No entanto, a crítica precisa vir acompanhada de responsabilidade, checagem de informações e compreensão do funcionamento da máquina pública. Ignorar o papel da regulação estadual, que é obrigatória e não opcional, enfraquece o próprio argumento apresentado.

O episódio também reacende um debate mais amplo sobre prioridades. Em vez de antecipar acusações, talvez fosse mais produtivo concentrar esforços na construção de propostas, no diálogo institucional e na busca conjunta por soluções junto ao Estado. Afinal, a liberação de leitos depende de estrutura regional e da própria rede estadual de saúde.

Enquanto isso, a paciente segue assistida pela equipe multiprofissional do hospital municipal, recebendo acompanhamento dentro das condições técnicas disponíveis, conforme informado oficialmente.

No fim das contas, o caso deixa uma lição clara: a cobrança pública é legítima, mas precisa estar amparada em fatos. Quando a crítica ignora os procedimentos legais e administrativos, o risco é transformar um tema sensível em disputa política e isso pouco contribui para resolver o que realmente importa, que é o atendimento à população.

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