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15/04/2026
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“Isso é uma sem-vergonhice sem tamanho”, diz Luciano após veto de Kedson Lima a aumento de professores

Atualizado 15/04/2026 11:56
Fonte: REDAÇÃO NOTÍCIA DO ESTADO
Aldeias Altas

A sessão de ontem (07) da Câmara Municipal de Aldeias Altas foi marcada por fortes críticas à gestão municipal após o veto do prefeito Kedson Lima ao projeto que previa reajuste de 10% nos salários dos professores da rede pública.

O principal posicionamento veio do vereador Luciano dos Santos, que questionou a justificativa da prefeitura de falta de recursos para conceder o aumento. Segundo ele, enquanto a gestão alega dificuldades financeiras, há indícios de uso de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para finalidades que não estariam diretamente ligadas à valorização dos profissionais da educação.

Denúncia de uso do Fundeb para comunicação

Durante seu discurso, o parlamentar afirmou que tomou conhecimento de documentos e informações que apontariam a existência de um servidor vinculado à educação exercendo função de repórter, custeado com recursos do Fundeb.

A denúncia reforça um caso já exposto no início deste ano pelo portal Notícias do Estado, que apontou o possível desvio de função do repórter Gilmar Teixeira Góes. Segundo a publicação, ele estaria formalmente lotado em uma escola da rede municipal de Aldeias Altas, mas, na prática, atuava como repórter, produzindo conteúdo para divulgação das ações da gestão do então prefeito Kedson Lima.

Situações como essa podem configurar irregularidade, caso seja comprovado que recursos da educação estão sendo utilizados para funções que não tenham relação direta com o ensino.

“Não tem dinheiro para professor, mas tem para repórter”, diz vereador

Em tom crítico, o vereador destacou a disparidade entre os salários pagos a professores contratados — que, segundo ele, giram em torno de R$ 2.400 e os valores pagos a outros contratados.

“Como é que eu vou dizer para o professor que não tem dinheiro para pagar 10%, mas estou pagando com recurso do Fundeb alguém para fazer cobertura jornalística?”, questionou.

Luciano também mencionou a existência de possíveis “fantasmas” na folha de pagamento, sugerindo a necessidade de revisão nos gastos públicos antes de negar reajustes à categoria.

Veto amplia tensão política

O veto ao reajuste salarial gerou insatisfação entre professores e deve intensificar o debate entre Legislativo e Executivo. A valorização do magistério é uma das principais finalidades do Fundeb, que exige aplicação prioritária no pagamento de profissionais da educação.

Além disso, possíveis irregularidades no uso desses recursos podem ser alvo de investigação por órgãos de controle, como o Ministério Público.

Possível repercussão

Diante das denúncias e do histórico recente apontado pela imprensa, o caso pode ganhar novos desdobramentos, incluindo pedidos de apuração formal por parte dos vereadores ou encaminhamento aos órgãos fiscalizadores.

A Câmara deve continuar discutindo o tema nas próximas sessões, enquanto professores e a população aguardam esclarecimentos da gestão municipal sobre o veto e a aplicação dos recursos da educação.

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