Um caso inusitado chamou a atenção das autoridades do sistema prisional brasileiro. Durante uma operação de revista realizada no Presídio Barra da Grota, em Araguaína, no norte do Tocantins, policiais civis descobriram que um rato estava sendo utilizado por detentos para transportar drogas e outros objetos entre os pavilhões da unidade prisional.?

Segundo as investigações, os agentes perceberam que o animal circulava livremente entre diferentes setores do presídio. O que despertou a atenção dos policiais foi uma linha de crochê amarrada ao rabo do roedor. Ao acompanhar o trajeto do animal, foi constatado que ele percorria o caminho entre os pavilhões A e C, permitindo que presos enviassem pequenas quantidades de drogas e até bilhetes para outros detentos.
De acordo com a direção da unidade, quando o rato chegava ao destino, os internos puxavam a linha e recuperavam o material transportado. O animal teria sido domesticado pelos próprios detentos e demonstrava comportamento incomum para um roedor selvagem, aceitando inclusive contato humano sem apresentar resistência.

Durante a operação, os policiais também apreenderam entorpecentes dentro do presídio, incluindo porções de maconha e cocaína. As drogas encontradas reforçaram a suspeita de que o esquema vinha sendo utilizado para driblar a fiscalização e facilitar a circulação de materiais ilícitos entre os pavilhões.
Após a descoberta, as imagens do sistema de monitoramento da unidade passaram a ser analisadas para identificar os responsáveis pelo treinamento do animal e pelo esquema de transporte. O rato foi retirado do local e posteriormente solto em uma área afastada da penitenciária.
O episódio ganhou repercussão nacional pela criatividade empregada pelos detentos para tentar burlar a segurança do presídio, tornando-se um dos casos mais curiosos já registrados no sistema penitenciário brasileiro.