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15/08/2026
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CBV atualiza regulamento e exclui atletas trans da Superliga Feminina

Atualizado 15/08/2026 10:47
Fonte: REDAÇÃO NOTÍCIA DO ESTADO
Brasil

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma mudança significativa nas regras de participação das competições femininas da modalidade. A partir da temporada 2026/2027, apenas atletas consideradas elegíveis segundo os novos critérios poderão disputar os principais torneios nacionais, como a Superliga A e B, a Supercopa, a Copa Brasil e competições de vôlei de praia.

A principal novidade é a adoção da triagem genética por meio da análise do gene SRY, utilizado para a verificação da elegibilidade das atletas. Segundo a CBV, a medida segue as diretrizes estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

De acordo com a entidade, a decisão busca alinhar os campeonatos brasileiros aos critérios atualmente adotados em competições internacionais. A política do COI voltada à proteção da categoria feminina foi publicada em março de 2026 e já vem sendo aplicada em eventos internacionais organizados pela FIVB.

Impacto imediato no vôlei nacional

A mudança afeta diretamente atletas transgênero que atuam em competições femininas. O caso mais conhecido é o da oposta Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, que poderá ficar impedida de disputar os principais torneios nacionais caso não se enquadre nos novos critérios estabelecidos pela CBV.

O clube paulista afirmou ter sido surpreendido pela decisão e informou que seu departamento jurídico está analisando a nova regulamentação para avaliar possíveis medidas legais. Em nota, o Osasco também declarou apoio à atleta e criticou a falta de participação dos clubes na elaboração da política.

O Osasco São Cristóvão Saúde informa que foi surpreendido hoje com a informação da nova Política de Elegibilidade para a Categoria Feminina, publicada nesta sexta-feira (14), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Tal política foi elaborada sem qualquer participação ou opinião prévia do clube.

A decisão impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que veste a camisa do clube desde 2021 e construiu uma trajetória marcante dentro e fora de quadra.

Diante disso, o clube, junto com seu departamento jurídico, está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos.

O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história.

Entenda o que é o gene SRY

O gene SRY é um marcador genético localizado no cromossomo Y e está relacionado ao desenvolvimento biológico masculino. A CBV informou que a comprovação da elegibilidade será realizada por meio de uma triagem genética considerada simples e de alta precisão pelos responsáveis pelo setor médico da entidade.

Segundo o documento divulgado pela confederação, a recusa em realizar a triagem não será considerada infração disciplinar. No entanto, atletas que não comprovarem a elegibilidade exigida não poderão participar das competições abrangidas pela nova norma.

Debate divide opiniões

A decisão da CBV ocorre em um cenário internacional de endurecimento das regras para participação de atletas trans em categorias femininas. Diversas federações esportivas internacionais adotaram medidas semelhantes nos últimos anos, alegando a necessidade de preservar a igualdade competitiva nas disputas femininas.

Por outro lado, especialistas em medicina esportiva e pesquisadores apontam que ainda não existe consenso científico definitivo sobre vantagens competitivas de mulheres trans em competições femininas de alto rendimento. Alguns estudiosos afirmam que o debate continua aberto na comunidade científica e defendem que decisões dessa natureza deveriam ser acompanhadas por mais evidências científicas.

Quando a regra começa a valer

A nova política passa a ser aplicada na Superliga Feminina A e B da temporada 2026/2027, na Supercopa 2026, na Copa Brasil 2027 e nos principais torneios nacionais de vôlei de praia organizados pela CBV. A entidade afirma que a medida coloca o voleibol brasileiro em conformidade com os regulamentos internacionais 

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