A presença das mulheres na disputa eleitoral brasileira alcançou um novo marco em 2026. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as candidatas representam 34,8% dos registros apresentados para as eleições deste ano, o maior percentual já registrado em uma eleição geral no país.

O avanço, embora ainda distante da paridade de gênero, demonstra crescimento em relação ao pleito de 2022, quando as mulheres correspondiam a 33,8% das candidaturas. O aumento reforça uma tendência gradual de ampliação da participação feminina nos espaços de representação política.
Segundo os números mais recentes, mais de 7 mil mulheres tiveram candidaturas registradas para disputar cargos como presidente da República, governadora, senadora, deputada federal, deputada estadual e deputada distrital. Apesar do avanço, os homens ainda ocupam cerca de dois terços das vagas em disputa.
Outro dado que chama atenção é que as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro. Atualmente, elas correspondem a cerca de 52,8% dos eleitores aptos a votar, o que evidencia uma diferença significativa entre a participação nas urnas e a ocupação dos espaços de poder político.
Especialistas apontam que medidas como a cota mínima de candidaturas femininas e a destinação obrigatória de recursos do fundo eleitoral ajudaram a ampliar a presença das mulheres nas disputas eleitorais. Ainda assim, desafios relacionados ao financiamento de campanha, visibilidade política e ocupação de cargos de maior projeção continuam sendo apontados como obstáculos para uma representação mais equilibrada.
A evolução registrada em 2026 é vista como mais um passo no fortalecimento da participação feminina na política nacional. O crescimento das candidaturas mostra que as mulheres têm conquistado mais espaço nas eleições, mas também evidencia que a busca por maior representatividade segue como um dos principais desafios da democracia brasileira.