Os chefes de Estado e de governo dos países que integram o Brics iniciaram neste fim de semana uma das reuniões mais importantes do bloco, em Nova Délhi, na Índia. O encontro ocorre em um momento marcado por guerras, disputas geopolíticas e tensões envolvendo grandes potências mundiais, especialmente os Estados Unidos, colocando à prova a capacidade de articulação do grupo.

A cúpula reúne lideranças de países como Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Egito, Etiópia, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Entre os temas centrais estão o fortalecimento do comércio entre os membros, a cooperação energética, a segurança alimentar e a busca por alternativas que reduzam a dependência do dólar nas transações internacionais.
Apesar da expansão do bloco e do crescimento de sua influência econômica, especialistas apontam que as divergências internas continuam sendo um desafio. As diferentes posições sobre a guerra na Ucrânia, os conflitos no Oriente Médio e as relações com os Estados Unidos dificultam a construção de consensos entre os países participantes.
O encontro também marca a retomada de diálogos importantes entre Índia e China, após anos de tensões diplomáticas, além de reforçar o interesse do Brics em ampliar seu protagonismo nos debates sobre a governança global e as reformas de instituições internacionais.
Ao final da cúpula, os líderes devem divulgar uma declaração conjunta com propostas voltadas ao fortalecimento da cooperação econômica e à defesa de uma ordem internacional mais multipolar, embora as diferenças entre os membros continuem sendo um dos principais desafios para o futuro do grupo.