Um levantamento divulgado pela Fundacentro em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) acendeu um alerta sobre a saúde mental dos profissionais da imprensa. De acordo com o estudo, 50,2% dos jornalistas entrevistados apresentaram sintomas associados à depressão, refletindo um cenário preocupante dentro da categoria.

A pesquisa aponta que fatores como sobrecarga de trabalho, pressão por resultados, jornadas extensas, assédio e insegurança profissional estão entre os principais elementos que contribuem para o adoecimento mental dos trabalhadores da comunicação. Além da depressão, muitos participantes também relataram sintomas de ansiedade e dificuldades relacionadas ao sono.
Entidades representativas defendem a ampliação de políticas de acolhimento psicológico, ambientes de trabalho mais saudáveis e iniciativas voltadas à valorização dos profissionais da imprensa.
O estudo reforça a necessidade de discutir o tema de forma ampla, especialmente em um período de transformações aceleradas no setor de comunicação.