O gol marcado por Rayan no último lance do amistoso pós-Copa evitou a derrota contra a Austrália, mas o placar igualado não esconde o dilema estrutural do Brasil. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira voltou a testar o ousado sistema 4-2-4, evidenciando problemas repetitivos de recomposição e espaço entre os setores.

A aposta em quatro homens de frente busca sufocar a saída de bola adversária, mas deixa o meio-campo sobrecarregado. Contra a organização australiana, o setor central do Brasil ficou exposto, dependendo do brilho individual no apagar das luzes para salvar o resultado.

O empate serve como um alerta importante para o ciclo que se inicia: sem o equilíbrio tático adequado, o peso ostensivo no ataque pode virar um risco desnecessário diante de times bem postados.
