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Ataque russo na Ucrânia deixa 12 civis mortos, incluindo crianças, afirma Zelensky

Atualizado 10/10/2026 16:10
Fonte: REDAÇÃO NOTÍCIA DO ESTADO
Internacional

Um novo ataque russo contra a Ucrânia deixou pelo menos 12 civis mortos, entre eles três crianças, na região de Zaporizhzhia, segundo informações divulgadas neste sábado (10) pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O bombardeio atingiu edifícios residenciais e provocou destruição em áreas habitadas, ampliando a preocupação com a segurança da população civil em meio à continuidade da guerra.

De acordo com informações publicadas pela Associated Press (AP), pelo menos outras 14 pessoas ficaram feridas. O ataque ocorreu em um momento de intensificação dos bombardeios russos contra diferentes regiões ucranianas, com consequências para moradores, infraestrutura e serviços essenciais.

Edifícios residenciais foram atingidos

Segundo o relato de Zelensky, bombas aéreas atingiram construções residenciais em Zaporizhzhia, região localizada no sudeste da Ucrânia. Entre as vítimas estavam crianças, o que voltou a chamar a atenção para os riscos enfrentados por famílias que vivem em áreas próximas aos locais atingidos pelos ataques.

Os bombardeios em áreas habitadas podem provocar mortes não apenas pelo impacto direto das explosões, mas também pelo desabamento de estruturas, pelos incêndios e pelos destroços que atingem moradores.

As informações iniciais indicaram que equipes de emergência precisaram atuar após os ataques para atender os feridos e lidar com os danos provocados nas construções. O número de vítimas foi divulgado pelo presidente ucraniano e repercutido pela imprensa internacional.

Zelensky condena ataques e critica decisões dos Estados Unidos

Após o episódio, Zelensky voltou a criticar a atuação russa e relacionou a continuidade das ofensivas às decisões internacionais que, na avaliação do governo ucraniano, podem favorecer Moscou.

O presidente também criticou um acordo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo a compra de grandes quantidades de diesel russo.

Segundo a Associated Press, Trump anunciou a intenção de adquirir inicialmente mais de 300 mil toneladas do combustível, com possibilidade de ampliação para até 3 milhões de toneladas. A iniciativa provocou críticas do governo ucraniano, que argumenta que receitas provenientes da comercialização de petróleo e derivados podem contribuir para financiar a máquina de guerra russa.

A discussão ocorre em meio a um cenário de pressão internacional para encontrar caminhos que permitam interromper o conflito. Para o governo ucraniano, medidas econômicas que beneficiem a Rússia podem enfraquecer os esforços de pressão sobre o Kremlin.

Escalada de ataques aumenta preocupação com civis

O ataque em Zaporizhzhia acontece em um período de intensificação das ofensivas aéreas. Segundo a AP, mais de 60 pessoas haviam morrido em bombardeios russos na Ucrânia ao longo dos quatro dias anteriores à publicação da reportagem de 10 de outubro.

A repetição de ataques amplia os desafios enfrentados pelas autoridades ucranianas para proteger a população, manter serviços básicos e prestar assistência às pessoas atingidas.

Além das vítimas fatais, os bombardeios podem deixar moradores desabrigados, danificar residências e comprometer o funcionamento de estruturas necessárias ao cotidiano das comunidades.

A situação também aumenta a pressão sobre os serviços de emergência e as equipes responsáveis pela retirada de escombros, atendimento hospitalar e apoio às famílias afetadas.

Guerra continua sem solução definitiva

A guerra entre Rússia e Ucrânia permanece marcada por ataques aéreos de longo alcance e confrontos terrestres. Mesmo diante de iniciativas diplomáticas, as ofensivas continuam provocando vítimas e destruição.

A invasão russa em grande escala começou em fevereiro de 2022 e transformou o conflito em uma das principais crises de segurança internacional dos últimos anos. Desde então, milhões de pessoas foram deslocadas, cidades sofreram danos e governos de diferentes países passaram a discutir assistência militar, sanções econômicas e possibilidades de negociação.

A proteção de civis permanece como uma das principais preocupações internacionais, especialmente diante de ataques que atingem áreas residenciais.

Repercussão internacional e busca por respostas

A morte de crianças e outros civis em Zaporizhzhia reforça a gravidade humanitária do conflito e a necessidade de medidas que reduzam os riscos para a população.

O episódio também evidencia as divergências entre os governos envolvidos sobre o papel das sanções econômicas, o fornecimento de recursos energéticos e as condições necessárias para uma eventual negociação de paz.

Até o momento das informações utilizadas nesta reportagem, os dados sobre as vítimas foram atribuídos às autoridades ucranianas e repercutidos pela imprensa internacional. A responsabilização pelos ataques e a avaliação de suas circunstâncias dependem da apuração dos fatos e das informações disponíveis.

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