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02/02/2026
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Falso morto: condenado por corrupção pagou R$ 45 mil por atestado de óbito fajuto para escapar da prisão

Atualizado 01/02/2026 03:05
Fonte: G1
Brasil
Falso morto: condenado por corrupção pagou R$ 45 mil por atestado de óbito fajuto para escapar da prisão

Uma operação policial no sul da Bahia levou à prisão, na última quarta-feira (15), Arnaldo Augusto Pereira, ex-auditor fiscal da Prefeitura de São Paulo.

 Ele vivia em Mucuri desde 2021, enquanto respondia a processos por corrupção.
A equipe do Fantástico acompanhou com exclusividade a ação que resultou na captura de Arnaldo.
Envolvimento em esquemas de corrupção
Arnaldo também foi subsecretário de arrecadação da capital paulista entre 2007 e 2009. Segundo as investigações, nesse período, ele teria recebido cerca de R$ 5 milhões de fiscais que cobravam propina de construtoras.
O esquema foi descoberto em 2013 e ficou conhecido como a Máfia dos Fiscais do ISS, que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão.
Além de manter os fiscais nos postos onde ocorriam as cobranças ilegais, Arnaldo recebia uma porcentagem dos valores pagos por empresários envolvidos nos crimes de corrupção.
Em 2012, quando atuava como secretário de Planejamento em Santo André, no ABC paulista, ele foi acusado de receber mais de R$ 1 milhão em propina para liberar a construção de um condomínio residencial.
Histórico de condenações
Arnaldo foi condenado a 43 anos de prisão. Nos três casos, ainda cabe recurso — por isso, ele estava em liberdade. Veja abaixo as condenações:
23 anos de prisão no processo da Máfia do ISS;
13 anos pelo caso de propina em Santo André;
7 anos por lavagem de dinheiro, também em Santo André.
"Quando você tá no desespero, você não pensa racionalmente", disse Arnaldo Augusto Pereira.
A falsa morte
Com medo de ser condenado em definitivo, Arnaldo elaborou um plano para escapar da prisão. Ele viajou cerca de 13 horas de Mucuri até Salvador, duas cidades na Bahia separadas por mais de 900 km, para conseguir uma certidão de óbito.
"Eu tive contato com uma pessoa que vende esse tipo de documento. Fui lá", afirmou Arnaldo Augusto Pereira.
Segundo ele, pagou R$ 45 mil em dinheiro por uma certidão de óbito verdadeira, emitida por um cartório.
"Eu mandei um e-mail. Criei um e-mail da minha esposa. Minha esposa não sabe que eu tô morto", disse Pereira.
O documento foi enviado por um advogado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a extinção da punição de Arnaldo no caso da propina em Santo André.
"O documento tem QR code. Quando me deram, eu pesquisei e tava tudo normal", afirmou Pereira.

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