Enquanto cidades vizinhas aproveitaram o Dia do Trabalhador para entregar obras, distribuir prêmios e anunciar investimentos, em Aldeias Altas a programação foi, digamos, mais “leve”: teve corrida.

Sim, correr faz bem pra saúde. Mas, para muitos moradores, faltou fôlego mesmo foi na gestão. Nada de inaugurações, nada de grandes anúncios, nada de ações que realmente impactassem a vida do trabalhador. Só o básico e olhe lá.
A percepção de muitos moradores é de que Aldeias Altas poderia e deveria estar acompanhando o ritmo de crescimento de outras cidades da região. Mas, pelo que foi apresentado neste 1º de maio, a sensação é de que o município ainda está aquecendo… enquanto os outros já estão em plena corrida.
Além da corrida, teve também o já tradicional “caseirinho” do prefeito Kedson Lima. Aquela fala rápida, básica, com tom motivacional, quase um protocolo de praxe só pra não dizer que passou em branco.
Poucas palavras, pouco conteúdo e nenhuma novidade. Um discurso enxuto, direto… e vazio de anúncios que realmente importam para o trabalhador.
Pra quem esperava medidas concretas, investimentos ou pelo menos alguma sinalização de mudança, ficou só o “boa sorte”, o “vamos em frente” e aquele incentivo genérico que já virou rotina.
Nas redes sociais, o sentimento foi de frustração. Muita gente esperava que a data fosse usada para mostrar resultados concretos ou ao menos sinalizar melhorias para o município. Mas o que se viu foi um evento que não conseguiu acompanhar o ritmo das cidades vizinhas.
E quando o assunto é política, as críticas também aparecem. Há quem questione se as decisões da gestão estão realmente alinhadas com os interesses da população ou se seguem outras prioridades. O que muita gente queria mesmo era ver mais ação e menos silêncio.
No fim das contas, o trabalhador até correu… mas continua esperando por algo que realmente faça a diferença no dia a dia.
Enquanto o prefeito corre pra lá e pra cá, a cidade segue firme… parada. Parada esperando saúde que funcione, educação que avance, segurança que apareça e uma infraestrutura que saia do papel.
O povo até acompanha o ritmo, corre, participa, marca presença. Mas quando a corrida acaba, volta tudo ao mesmo lugar: promessas, expectativas e pouca coisa acontecendo de verdade.
No fim, fica a dúvida: é corrida de verdade ou só encenação pra dizer que teve movimento? Porque, do jeito que está, quem corre é o gestor… e quem continua esperando é a população.
E vale lembrar: correr faz bem pra saúde. Mas, para administrar uma cidade, só isso não basta. Aqui, o que falta mesmo não é fôlego, é ação.