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02/02/2026
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Investigador condenado a 17 anos de prisão por roubo e extorsão ainda recebe salários no Maranhão

Atualizado 31/01/2026 04:45
Fonte: G1 MA
Maranhão
Investigador condenado a 17 anos de prisão por roubo e extorsão ainda recebe salários no Maranhão

Em setembro de 2025, o investigador da Polícia Civil do Maranhão, Kassamio Leal Paraíba, foi condenado a 17 anos, 3 meses e 27 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de roubo — praticado três vezes — e extorsão. Apesar da condenação e determinação da perda do cargo, ele ainda recebe salários e não cumpre pena.


A decisão foi da 1ª Vara Criminal de Timon e foi assinada pelo juiz Rogério Monteles da Costa. Após a condenação, Kassamio recorreu à 2ª instância, mas ainda não houve julgamento.
Kassamio também perdeu o cargo público por determinação judicial e está afastado, mas oficialmente ainda é membro da Polícia Civil e segue recebendo remuneração pelo Estado.
Além da condenação por extorsão, Kassamio também responde por outros crimes como receptação e homicídio, em Timon, mas ainda sem julgamento definitivo.
Kassamio é ainda irmão do atual delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko Leal Paraíba.
Condenação baseada em provas e quebra de sigilo
Segundo a sentença de setembro, Kassamio participou de uma ação criminosa em 31 de março de 2020, quando ele e outros comparsas se passaram por policiais civis, invadiram a casa de um comerciante, fizeram a família refém e realizaram roubos em três locais diferentes. Depois dos roubos, o grupo ainda exigiu R$ 50 mil da vítima sob ameaça de morte.
O juiz apontou que há um conjunto “robusto e coeso” de provas confirmando a participação do policial. Entre elas estão depoimentos das vítimas, confissões dos comparsas, laudos periciais, imagens de câmeras de segurança e dados de localização obtidos pela quebra de sigilo telefônico.
De acordo com as investigações, o veículo usado pelo grupo — um Renault Sandero — era conduzido por Kassamio. A análise de dados apontou que o celular do policial esteve na área dos crimes nos horários das ações e também no local onde seria feita a entrega da quantia exigida na extorsão.

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