A condução da cobertura jornalística das buscas por crianças desaparecidas no município de Bacabal tem gerado questionamentos entre profissionais da comunicação. O repórter Romarinho manifestou publicamente sua insatisfação após relatar que apenas uma emissora de alcance nacional recebeu autorização para utilizar drone no sobrevoo da área onde ocorrem as operações.
Segundo o jornalista, a medida restringe o trabalho de outros veículos que acompanham o caso desde os primeiros dias, dificultando o acesso a informações e comprometendo a isonomia entre os profissionais da imprensa.
A situação ganhou ainda mais repercussão após a ex-jornalista da TV Mirante, Sirlan Sousa, também utilizar as redes sociais para criticar a prioridade concedida à emissora no uso do equipamento aéreo durante a cobertura no quilombo onde as crianças estão desaparecidas. De acordo com ela, enquanto a TV Mirante teve autorização para operar o drone, profissionais de comunicação da própria região teriam sido impedidos de realizar o mesmo tipo de cobertura.
As manifestações levantaram questionamentos sobre os critérios adotados para o controle de acesso ao local e para a liberação do uso de tecnologias de captação de imagens. Para os jornalistas, em uma ocorrência que mobiliza toda a comunidade e desperta grande interesse público, é fundamental garantir transparência, equilíbrio e tratamento igualitário entre os veículos de comunicação.