A sessão da Câmara Municipal de Matões desta quarta-feira (15) deixou de ser apenas mais um encontro legislativo e se transformou em um verdadeiro campo de batalha dentro da oposição.

O que já era comentado nos bastidores finalmente veio à tona, e da pior forma: em público. Os vereadores Naldo Filó e Sara Lima não economizaram nas palavras ao rebater, com dureza, declarações do colega Clemilton Loureiro.
A fala de Clemilton na sessão anterior de que vereadores da oposição que não seguissem o candidato do grupo estariam agindo por interesse próprio caiu como uma bomba. E o troco veio à altura. Visivelmente incomodados, Naldo e Sara deram uma resposta direta, firme e, para muitos, ensaiada: deixaram claro que não aceitam tutela política.
O recado foi simples, mas carregado de significado: independência não se negocia. E mais, avisaram que, no tempo certo, apresentarão seu próprio caminho na disputa estadual, desmontando qualquer tentativa de unificação forçada dentro da oposição.
Nos bastidores, a leitura é ainda mais dura. Enquanto Clemilton Loureiro e Gilmar Almeida já estão alinhados com a pré-candidatura de Catulé Júnior, ligado ao grupo de Gabriel Tenório, cresce a resistência interna e o sentimento de que decisões estão sendo “empurradas de cima para baixo”.
O resultado é um só: a oposição que tentava se vender como alternativa unida começa a expor fissuras profundas e, ao que tudo indica, difíceis de remendar. O episódio não apenas evidenciou o racha, como também deixou no ar uma pergunta inevitável: quem, de fato, comanda a oposição em Matões?