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20/05/2026
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Rússia e China criticam plano de Trump para Domo de Ouro após visita de Putin a Pequim

Atualizado 20/05/2026 12:50
Fonte: G1
Internacional

A tensão entre os Estados Unidos, Rússia e China voltou a crescer após Moscou e Pequim criticarem publicamente o projeto “Domo de Ouro”, sistema antimísseis idealizado pelo presidente Donald Trump. Em declaração conjunta divulgada nesta quarta-feira (20), os governos de Rússia e China afirmaram que o plano representa uma ameaça à estabilidade estratégica global.

O posicionamento foi divulgado após um encontro entre o presidente chinês Xi Jinping e o líder russo Vladimir Putin, em Pequim. No documento, os dois países classificam o sistema como uma estrutura de defesa antimísseis “global, multinível e ilimitada”, capaz de interceptar diferentes tipos de armamentos em qualquer fase de lançamento e voo.

Segundo a declaração, o projeto altera o equilíbrio militar internacional ao combinar mecanismos ofensivos e defensivos em larga escala. Rússia e China também criticaram os Estados Unidos pela expiração do Tratado Novo START, acordo nuclear firmado entre Moscou e Washington em 2010 para limitar arsenais estratégicos.

O chamado “Golden Dome”, ou Domo de Ouro, foi anunciado por Trump como uma versão ampliada e mais sofisticada do sistema israelense conhecido como Domo de Ferro. O projeto é conduzido pelo Pentágono e possui custo estimado em cerca de US$ 175 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 1 trilhão.

A proposta prevê uma rede capaz de detectar e neutralizar mísseis em todas as etapas de um possível ataque: antes do lançamento, durante a decolagem, no meio da trajetória e nos momentos finais antes do impacto.

Dentro da estratégia americana, a Groenlândia aparece como peça-chave para o funcionamento do sistema. A ilha ocupa uma posição considerada estratégica entre os Estados Unidos e a Rússia e pode servir como base para radares e interceptadores de mísseis.

Além do fator militar, a Groenlândia também desperta interesse econômico e geopolítico por concentrar reservas de petróleo, gás natural, minerais críticos e terras raras — recursos essenciais para indústrias tecnológicas, energéticas e de defesa.

Especialistas em segurança internacional avaliam que o avanço do projeto pode ampliar a corrida tecnológica e militar entre as grandes potências, especialmente em meio às disputas por influência no Ártico e ao aumento das tensões globais envolvendo armamentos de última geração.

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