A Oi teve a falência decretada nesta terça-feira pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em mais um capítulo da crise financeira que se arrasta há mais de uma década e marcou a trajetória da empresa após a tentativa de transformá-la em uma grande operadora nacional e global.

As informações são do jornal O Globo, que revelou que a decisão ocorre depois de a companhia já ter tido a falência decretada em novembro do ano passado. Na ocasião, a medida foi suspensa após recurso de bancos, o que levou a empresa de volta ao seu segundo processo de recuperação judicial. O advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial.
A decisão judicial atinge uma companhia que acumula dívida superior a R$ 44 bilhões e uma lista de 164.706 credores, segundo dados do início deste ano. O patrimônio líquido negativo do grupo supera R$ 22,6 bilhões, com base em informações enviadas à Justiça.