Rubens Júnior e seu pai, o ex-deputado Rubens Pereira, foram colocados no centro de uma crise política que expôs uma suposta articulação contra o governador Carlos Brandão e abalou a credibilidade da dupla.

O episódio veio à tona depois que o próprio governador Carlos Brandão confirmou ter recebido de Rubens Júnior uma oferta política, em meio a uma articulação que envolvia interesses políticos em Colinas e as vagas do Tribunal de Contas do Estado.
A situação ganhou novos contornos quando gravações de conversas atribuídas a Rubens Júnior foram tornadas públicas pela imprensa. O conteúdo dos áudios passou a confrontar a versão apresentada pelo deputado e levantou questionamentos sobre o que estava sendo negociado nos bastidores.
Nas gravações, Rubens Júnior aparece falando sobre acordo político, Colinas e as vagas do TCE. As próprias palavras registradas no áudio passaram a ser usadas para questionar a narrativa apresentada publicamente pelo deputado.
Foi diante da repercussão das gravações que o deputado estadual Yglésio comentou o caso de forma contundente:
“Rubens forçou, ele diz que gravações são coisa de bandido. Rubens, bandido, é quem faz e exige o que foi exigido naquelas gravações”, disse o deputado.
A declaração de Yglésio colocou ainda mais pressão sobre Rubens Júnior e Rubens Pereira, principalmente porque o episódio envolvia justamente um governo do qual o próprio Rubens Pereira fazia parte.
Em Matões e no Maranhão, fica a lembrança de quem esteve de um lado enquanto, segundo as acusações feitas no episódio, tentava negociar do outro.
Afinal, filho de peixe, peixinho é.