Em Matões, a disputa pelo mérito de uma obra pública ganhou contornos políticos. Segundo o governador Carlos Brandão, Rubens Pereira e Rubens Júnior pediram a obra e participaram da elaboração do projeto. Mas há uma diferença fundamental que não pode ser ignorada: pedir não é trazer, participar do projeto não é executar e ajudar na articulação não é o mesmo que destinar recursos.

No caso em questão, Rubens Júnior não destinou recursos para a obra. Em vídeo que circula nas redes sociais, Brandão afirma que foi ele quem levou a obra para Matões, atendendo a um pedido, enquanto reconhece a participação de Rubens Pereira e Rubens Júnior na elaboração do projeto. São papéis diferentes, e não se pode transformar participação em autoria da execução.
Bilu, que é o “papagaio de recado” de Rubens Pereira e Rubens Júnior, aparece tentando sustentar a narrativa de que a obra seria resultado da atuação de Rubens Júnior. O problema é que os próprios vídeos colocam as versões lado a lado e deixam evidente a diferença entre pedir uma obra e efetivamente viabilizá-la.
No fim, Rubens Júnior não destinou recursos e nem apresentou documentos que comprovem essa destinação. E depois de serem atendidos por Brandão, Rubens Pereira e Rubens Júnior retribuíram apoiando outro candidato, numa atitude que classificam como traição a quem ajudou a população de Matões.