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08/10/2026
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Gari recebe salário de R$ 3 milhões por engano, recusa-se a devolver quantia e vai parar na Justiça

Atualizado 08/10/2026 21:25
Fonte: REDAÇÃO NOTÍCIA DO ESTADO
Brasil

O que parecia ser um engano fortuito transformou-se em um imbróglio jurídico de grandes proporções. Um gari foi parar na Justiça após receber, por erro operacional na folha de pagamento, um depósito no valor de R$ 3 milhões em sua conta bancária a título de salário. Ao notar a transferência milionária indevida, o trabalhador optou por não restituir a quantia ao pagador, gerando a imediata judicialização do caso.

O episódio reacende o debate sobre as implicações legais do enriquecimento sem causa e a apropriação de valores recebidos erroneamente.

Consequências jurídicas da recusa de devolução

De acordo com o Código Civil e o Código Penal brasileiros, a retenção voluntária de valores recebidos por erro não transfere a propriedade do dinheiro ao favorecido. Juridicamente, a conduta pode ter desdobramentos cíveis e criminais:

Esfera Cível: O pagador pode requerer o bloqueio judicial imediato das contas bancárias e a busca e apreensão de bens eventualmente adquiridos com o montante. O indivíduo fica obrigado a restituir o valor integral acrescido de juros e correção monetária.

Esfera Criminal: A recusa deliberada em devolver quantia depositada por engano pode se enquadrar no crime de apropriação indébita de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza (Artigo 169 do Código Penal), estando sujeita a penas que incluem detenção e multa.

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