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Vacina 100% brasileira contra malária avança para testes em humanos

Atualizado 12/10/2026 15:54
Fonte: REDAÇÃO NOTÍCIA DO ESTADO
Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina desenvolvida no Brasil para combater a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax. O imunizante é resultado de pesquisas do Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e representa um avanço no desenvolvimento de uma tecnologia nacional contra a doença.

A primeira fase do estudo clínico vai avaliar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta do sistema imunológico. Ao todo, 48 voluntários de 18 a 59 anos, sem histórico de infecção por malária, participarão dessa etapa. O acompanhamento clínico está previsto para durar 360 dias.

Vacina busca combater parasita predominante no Brasil

A Vivaxin foi desenvolvida para combater o Plasmodium vivax, espécie responsável pela maioria dos casos de malária no Brasil. O Ministério da Saúde prevê destinar R$ 12 milhões para financiar os ensaios clínicos das fases I, II e III da pesquisa.

Em comunicado, a pasta destacou a importância do avanço científico para ampliar as possibilidades de prevenção da doença. Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos de malária.

As vacinas contra a doença atualmente recomendadas por autoridades sanitárias foram desenvolvidas para combater o Plasmodium falciparum, parasita predominante na África. Já o Plasmodium vivax é mais comum nas Américas e na Ásia.

A autorização da Anvisa permite que a pesquisa avance para a etapa de testes clínicos em humanos. Ainda serão necessárias novas fases de estudo para avaliar a eficácia e a proteção oferecida pelo imunizante antes de uma eventual utilização pela população.

Como a malária é transmitida

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego.

A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Entre os sintomas estão febre, calafrios e dor de cabeça. Sem tratamento adequado, a infecção pode persistir e o paciente continuar sendo fonte de transmissão por meses ou até anos, dependendo da espécie do parasita.

No Brasil, a maior parte dos casos está concentrada na região amazônica, que inclui Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais unidades da Federação, embora haja menos notificações, a doença também exige atenção, pois a letalidade é maior na região extra-amazônica, segundo o Ministério da Saúde.

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