Ela ficou várias vezes no quase. Rio-2016, Suttgart-2019, Tóquio-2020, Jakarta-2025. Flávia Saraiva sempre esteve entre as melhores ginastas do mundo na trave. E sempre algum detalhe a tirou do pódio nas grandes competições. Mas dessa vez foi diferente. Flavinha cravou sua série na final do Mundial de Ginástica Artística de 2026 em Roterdã, na Holanda, para levar a medalha de bronze.

Já nas categorias de base, Flávia Saraiva se destacava na trave, levando uma prata nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014. Ela chegou na sua primeira Olimpíada, na Rio-2016, como candidata ao pódio e tirou a terceira melhor nota das eliminatórias. Mas na final, ela ficou na quinta colocação. Desde então, a comunidade da ginástica no Brasil e no mundo esperava por uma medalha de Flávia no aparelho, onde ela é reconhecida por sua execução impecável.

Flávia Saraiva foi a sétima ginasta a se apresentar na final. A ginasta brasileira acertou a ligação da sua entrada e a cortada com meia volta no início da prova. Em seguida ela foi para sua sequência acrobática, colocando dois layouts. Depois veio a cortada anel, elemento que é sua marca registrada. Para fechar, Flávia fez uma sequência mista e um mortal lateral antes da saída: um duplo carpado, com apenas um passo na chegada. Ela tirou 14.300 sendo 6.1 de dificuldade e 8.200 de execução.