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21/05/2026
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Após prisão pela PF, governador deve afastar Gabriel Tenório da Agem Leste

Atualizado 21/05/2026 14:06
Matões

O presidente da Agência Executiva Metropolitana do Leste Maranhense (Agem Leste), Gabriel Tenório, foi preso na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024 no Maranhão.

Gabriel Tenório, que ocupou o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Articulação Política (SECAP) e atualmente comanda a Agem Leste, possui status de secretário de Estado na estrutura do Governo do Maranhão. A prisão ocorreu em razão da posse ilegal de arma de fogo. Além disso, ele figura entre os investigados por suposta participação no esquema que teria movimentado recursos públicos desviados para abastecer campanhas eleitorais.

Tenório é aliado político do deputado federal Rubens Júnior e integra o grupo político liderado por Rubens Pereira, apontado como um dos principais alvos da operação.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram uma estrutura considerada sofisticada para ocultação e movimentação de recursos ilícitos. O esquema utilizava empresas de fachada, contratos simulados e emissão de notas fiscais falsas para mascarar a origem dos valores, que posteriormente eram direcionados ao financiamento de campanhas eleitorais.

As apurações apontam ainda a utilização de contas bancárias de terceiros, saques em espécie e transferências fracionadas, mecanismos frequentemente associados à lavagem de dinheiro e à tentativa de dificultar o rastreamento das operações financeiras.

Segundo a PF, nos 15 dias que antecederam o pleito municipal de 2024 foram movimentados mais de R$ 1,9 milhão. Desse total, aproximadamente R$ 1,2 milhão teria sido distribuído a candidatos e intermediários. Há suspeitas de que parte significativa dos recursos tenha origem em contratos públicos, posteriormente desviados para fins eleitorais.


Os investigadores afirmam que os elementos já reunidos apontam para a existência de uma atuação coordenada entre os envolvidos, que teriam participado da definição dos valores, da escolha dos beneficiários e da operacionalização dos repasses financeiros, caracterizando um verdadeiro núcleo paralelo de financiamento eleitoral irregular.

A Operação Arthros cumpriu diligências nas cidades de São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina.


As medidas adotadas pela Polícia Federal têm como objetivo ampliar a coleta de provas, identificar a extensão do suposto esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas investigadas.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a administração pública e desvio de recursos públicos, além de outras infrações penais conexas.

Diante da prisão e da repercussão da operação, a expectativa é de que Gabriel Tenório seja afastado da presidência da Agem Leste enquanto as investigações avançam e os fatos sejam apurados pelas autoridades competentes.

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